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Artigos :: Adroaldo Lamaison

ROTATIVIDADE, DESMOTIVAÇÃO E DESQUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA NO VAREJO

Em minhas palestras pelos CDL’s de todo o Brasil, as reclamações e perguntas que mais tenho ouvido dos lojistas além de como aumentar as vendas é sobre o tema de rotatividade dos funcionários, a falta de vontade das pessoas e o despreparo dos possíveis candidatos.

Longe de querer resolver esse assunto tão sério para o nosso varejo em um artigo só, quero apresentar algumas ferramentas práticas que já tratei em alguns artigos anteriores; mas dada a importância do tema estou retornando ao assunto para que você, amigo lojista, possa aplicar na sua loja ou designar alguém que aplique e assim amenizar essa doença que traz tantos transtornos aos negócios, ou evitar que ela aconteça na sua loja, se é que você já não tem esse problema.

Partindo do princípio que na sua loja se faz um bom recrutamento, ou seja, não se contrata a primeira pessoa que aparece, que não se contrata parentes apenas para ajudar a pessoa, que não se contrata só porque a pessoa mora perto da loja e você não vai precisar pagar vale transporte, que sua loja faz uma boa entrevista no processo de seleção, o segundo passo é que se observe essa pessoa durante 30 dias. Nem todos têm o dom de trabalhar, vender, ser simpático e de se comunicar com as pessoas.

Na entrevista são todos perfeitos, mas a prática e o dia-a-dia mostram as atitudes e o potencial das pessoas. Somos o que fazemos e não o que ‘dizemos’ que fazemos.

Após os primeiros 30 dias de um novo funcionário é que vem o grande trabalho de um lojista diferente, de um lojista gestor de pessoas, de um lojista que quer diminuir a rotatividade fidelizando esse bom funcionário para que ele fique maior tempo possível trabalhando na loja.

Como fazer isso?

Motivando e qualificando esse novo potencial. Até agora nos primeiros 30 dias todo funcionário se mostra ser um vendedor em potencial. Agora você precisa desenvolver esse potencial. Como um diamante bruto, você precisa lapidar. Como um oleiro, você precisa pegar esse barro e transformar numa obra de arte. E a primeira coisa a fazer é despertar nesse colaborador um sonho, uma visão de futuro para ele, ou seja, desviar o olhar dele para o fim do ano, e focar para daqui a dois anos ou a cinco anos.Mostrar que com o potencial que ele tem, ele pode ter uma vida melhor lá na frente, ganhar mais, ser gerente na sua loja ou numa rede maior, montar sua própria loja, mostrar o mundo de possibilidades que ele tem no futuro; enfim, hoje você não é nada, é uma promessa, mas tem potencial para ser.

O que você quer da vida?

O quanto você quer ganhar?

O que quer comprar?

Ganhar dinheiro para quê? Enfim, todo grande líder, diz César Souza no seu livro, “Você é o líder da sua vida” desperta uma causa, um sonho, um objetivo na sua equipe. O funcionário tem que vir trabalhar PORQUE É BOM PARA ELE E NÃO TRABALHAR PARA O PATRÃO.

Funcionário sem sonho e sem objetivo é funcionário sem alma, sem vida. É como uma planta sem água, seca. Pede as contas e vai para outra empresa. Lá fica um tempo e o processo se repete. Desperte um sonho, uma meta, um objetivo em todos os seus funcionários. Passe um vídeo sobre o assunto e faça-os escrever em uma folha de papel o que querem da vida nos próximos 2,5 e 10 anos. Se puder, faça individualmente com cada um.

Aí vem um grande passo que é a qualificação, não há experimento sem experiência. Experiência se adquire aprendendo e fazendo. Portanto se a pessoa quer construir uma carreira de sucesso e mudar seu futuro, construir um futuro melhor e diferente, tem que aprender e se qualificar. O trabalho de todo grande líder é de ensinar, treinar e desenvolver essa pessoa.

A pessoa em treinamento só irá aprender, só participará de cursos, só irá ler um livro se você indicar, só ficará depois do horário se você despertou nela um sonho; caso contrário, tudo para ele é um peso e, como dizemos aqui no sul, para um cavalo cansado, até o rabo é um peso. Seguiremos nesse assunto no próximo artigo.

Abraço,
Adroaldo Lamaison.